top of page

Cultura, território e bem viver: outros caminhos possíveis


Conforme vimos nos últimos 2 artigos Desenvolvimento pra Quem e O mito do desenvolvimento, se o progresso linear não dá conta da diversidade do mundo, quais são as alternativas? A resposta vem, principalmente, do pensamento do Sul Global, que propõe outras formas de entender o desenvolvimento.


A antropologia cultural já havia apontado isso ao afirmar que não existe uma única forma legítima de viver bem. Para o antropólogo Clifford Geertz, a cultura é um sistema de significados: cada sociedade produz seus próprios sentidos para a vida.


Outros pensadores ampliam essa crítica:

  • Amartya Sen defende que desenvolvimento é expansão de liberdades, não só renda.

  • Milton Santos critica a globalização que aprofunda desigualdades.

  • Ailton Krenak questiona a separação entre humanidade e natureza.

  • Alberto Acosta apresenta o conceito de Bem Viver, inspirado em cosmovisões indígenas.


Nessas visões, desenvolver-se não é “ter mais”, mas:


  • fortalecer modos de vida,

  • respeitar territórios,

  • valorizar culturas locais,

  • garantir dignidade e autonomia.


👉 A cultura deixa de ser acessório do desenvolvimento e passa a ser seu eixo central.


🌱 Para quem atua como agente cultural


Quando você realiza um projeto cultural, você não está apenas produzindo um evento. Você está disputando qual modelo de desenvolvimento vale naquele território.


A pergunta-chave deixa de ser “quanto isso gera de lucro?” e passa a ser: Essa ação fortalece a vida local ou apenas adapta o território a uma lógica externa?


A noção hegemônica de desenvolvimento promete progresso, mas gera desigualdade, apagamento cultural e destruição. A crítica cultural aponta múltiplos caminhos de bem viver, onde a cultura não é meio, mas fim, direito e fundamento de outro futuro possível.


E em Praia Grande, qual caminho queremos?


Praia Grande está crescendo, mas já vimos que crescimento não é, por si só, desenvolvimento cultural.


Queremos uma cidade que apenas copie modelos externos ou uma que valorize seus artistas, territórios e identidades locais?


A mudança começa aqui: participando dos espaços culturais, ocupando equipamentos públicos, apoiando quem produz cultura na cidade e cobrando políticas públicas consistentes.


Desenvolver de verdade é fortalecer o que já é nosso.|


---

Esse artigo foi elaborado junto com o Chat GPT a partir de estudos de apostilas de Agentes Culturais, sob responsabilidade de revisão do jornalista Gabriê José Santos, que é Agente Cultural Comunitário 2025-2026 e Conselheiro de Cultura Eleito pela Cadeira Cultura LGBTQIAPN+ 2025-2027. O intuito dessa produção é gerar informações importantes e essenciais para a população com poucos recursos.



 
 
 

Comentários


Post: Blog2_Post

©2025 por Observa Cultura PG. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page