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Desenvolvimento para quem? Por que a ideia de progresso não é neutra

Quando falamos em “desenvolvimento”, muita gente pensa automaticamente em crescimento econômico, mais fábricas, mais tecnologia e mais consumo. Essa visão não surge por acaso: ela faz parte da chamada noção hegemônica de desenvolvimento, construída principalmente na Europa e nos Estados Unidos.


Hegemonia é quando uma ideia se torna dominante a ponto de parecer natural e única. É o poder de impor uma visão de mundo como se fosse verdade universal, mesmo sendo construída a partir de interesses e contextos específicos.


Segundo essa lógica, um país é considerado desenvolvido quando:


- cresce economicamente (PIB),

- se industrializa,

- se urbaniza,

- consome mais bens e serviços.


O problema é que essa ideia cria uma régua única, como se todos os povos e territórios precisassem seguir o mesmo caminho histórico. Assim, sociedades industriais são vistas como “avançadas”, enquanto povos tradicionais ou comunidades periféricas passam a ser tratados como “atrasados”.


Essa noção de progresso nasceu junto com o colonialismo e o eurocentrismo. Ao longo da história, ela serviu para justificar invasões, exploração de territórios e apagamento cultural. Tudo o que não se encaixava nesse modelo era visto como algo a ser corrigido ou superado.


O resultado: progresso vira sinônimo de eliminar diferenças.

Mas culturas diferentes não são problemas — são formas diversas de existir e viver no mundo.


Se progresso não é neutro, então precisamos perguntar: desenvolvimento para quem?


Que tipo de crescimento queremos fortalecer nos nossos territórios? Aquele que concentra riqueza e apaga culturas ou aquele que amplia dignidade, diversidade e autonomia?


Como agentes culturais, educadores, artistas ou cidadãos, temos o poder de questionar a régua única e propor outros caminhos. Cada projeto, cada política e cada ação cultural pode reforçar o modelo excludente ou construir alternativas mais justas.


👉 Que tal começarmos a medir desenvolvimento não apenas pelo que se produz, mas pelo que se preserva, se fortalece e se compartilha?


Porque culturas diferentes não precisam ser corrigidas, precisam ser respeitadas, valorizadas e reconhecidas como parte fundamental de qualquer futuro possível.




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Esse artigo foi elaborado junto com o Chat GPT a partir de estudos de apostilas de Agentes Culturais, sob responsabilidade de revisão do jornalista Gabriê José Santos, que é Agente Cultural Comunitário 2025-2026 e Conselheiro de Cultura Eleito pela Cadeira Cultura LGBTQIAPN+ 2025-2027. O intuito dessa produção é gerar informações importantes e essenciais para a população com poucos recursos.

 
 
 

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